Donald Trump não terá apenas amigos na galeria presidencial durante a final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina. Com efeito, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, estará presente no jogo agendado para domingo, 19 de julho, anunciou esta sexta-feira o seu gabinete à AFP.
“O primeiro-ministro assistirá este domingo à final do Campeonato do Mundo FIFA de 2026, nos Estados Unidos, e depois viajará para a Argélia, onde a sua visita oficial está marcada para alguns dias”, disse a fonte.
Tensões entre Espanha e Estados Unidos
No MetLife Stadium, perto de Nova Iorque, Pedro Sánchez encontrará Donald Trump, com quem tem uma relação notoriamente próxima, mas o presidente argentino, Javier Millais, que explicou quinta-feira que assistirá à final pela televisão por superstição, não o fará. O rei Felipe VI da Espanha também é esperado.
As relações entre Pedro Sánchez e Donald Trump azedaram no início deste ano, depois de o chefe do governo espanhol se ter oposto à guerra liderada pelos EUA e Israel contra o Irão e se ter tornado uma vanguarda de vozes vindas do Ocidente contra as hostilidades que varrem o Médio Oriente.
Ainda na semana passada, na cimeira da NATO na Turquia, o presidente dos EUA denunciou mais uma vez as políticas seguidas pelo líder socialista em Madrid, prometendo que os EUA iriam “suspender todo o comércio” com Espanha, uma “causa perdida” aos seus olhos.
Pedro Sanchez acalmou o jogo.
Critica principalmente a Espanha por não participar suficientemente nos gastos de defesa da NATO e por impedir os Estados Unidos de utilizarem bases militares localizadas na Andaluzia para realizar ataques aéreos contra o Irão.
Para acalmar a situação, Pedro Sánchez, horas depois destas fortes críticas públicas, elogiou a relação “muito positiva” de Ancara com os Estados Unidos e explicou que tinha conversado sobre “futebol, o Mundial” e “golfe” com o inquilino da Casa Branca numa conversa informal “respeitosa”.
O primeiro-ministro espanhol também se destacou ao pedir desculpas pelos comentários racistas feitos pelo ex-primeiro-ministro Mariano Rajoy em França durante a semifinal França-Espanha (0-2).


