O Ministério da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico lançou oficialmente os procedimentos de gestão rescindir a autorização que permite à Holaluz-Clidom, SA operar como fornecedor de electricidade em Espanha.
De acordo com o comunicado oficial emitido pela Subdirecção Geral de Energia Eléctrica e publicado em o Diário Oficial do Estado (BOE) no sábado, 18 de julho de 2026, a Direção Geral de Política Energética e Minas adotou este acordo em 16 de julho.
O documento oficial informa a forma de encerramento da sua atividade após avaliar uma suposta violação das obrigações e condições exigidas pela legislação vigente no setor para a prestação desse serviço.
Esta mudança administrativa ocorreu num contexto financeiro complexo para a empresa fundada e dirigida por Carlota Pi, que enfrentou tensões de responsabilidade e alterações nas suas contas nos últimos exercícios.
Transferência forçada de empresas de marketing
Na sequência da inabilitação, o Ministério iniciou automaticamente o procedimento de transferência da carteira de clientes da Holaluz para uma empresa de marketing de referência (pertencentes a grandes grupos regulados como Endesa, Iberdrola, Naturgy ou Repsol).
Esta medida regulatória visa garantir o princípio da continuidade do fornecimento, garantindo que os cerca de 300 mil clientes afetados pela medida não sofrerão em nenhum momento corte ou interrupção do serviço de eletricidade durante a transição administrativa.
Período de 10 dias
O comunicado publicado pelo BOE, assinado pelo vice-diretor geral de Energia Elétrica, Carlos Redondo López, abre um prazo formal de dez dias úteis (a partir do dia seguinte à sua publicação oficial) para que a empresa ou as partes credenciadas como interessadas possam conferir a íntegra do contrato e apresentar as alegações ou justificativas que julgarem adequadas antes que a resolução de desclassificação se torne definitiva.



