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A maioria das pessoas que precisa de óculos não tem um par. Aqui está a solução: NPR


Mirjahan Choudhury faz um exame oftalmológico gratuito no Rangia Post Office, na Índia.

Subhamoy Bhattacharjee NPR


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Nos últimos anos, Sangita Kalita viu sua mãe e sua sogra irem a um templo local chamado naamghar em Assam, na Índia, e partirem desapontadas.

Em cada visita, esperavam ler os textos sagrados hindus, “mas devido a problemas de visão, enfrentaram muita dificuldade em reconhecer as letras pequenas do livro”, explica Kalita.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, eles estão entre mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo que sofrem de hipermetropia – uma perda de miopia relacionada com a idade – que seriam ajudadas por óculos de leitura básicos. No entanto, em muitos países de rendimentos mais baixos, menos de uma em cada quatro pessoas necessita de óculos, segundo a OMS.

Kalita diz que para sua família conseguir óculos de leitura era simplesmente muito difícil e caro. Embora os leitores estejam disponíveis em todos os tipos de lojas em muitos países de alta renda, em locais com menos recursos, conseguir um par geralmente requer uma visita a um hospital ou loja especializada em ótica, geralmente em uma cidade grande.

Kalita está tentando mudar isso.

No nordeste da Índia, ela faz parte de uma equipe que está testando novos esforços para enfrentar os desafios dos cuidados oftalmológicos em áreas remotas. A ideia inclui a vasta rede de correios do país.

Um rápido teste de visão em um local incomum

Kalita era professora. Ela agora passa seus dias em um quiosque vermelho e branco encostado nas paredes brancas da estação de correios da cidade de Rangiya.

Desse ponto de vista, ela observa os clientes entrarem. Alguns deles desejam enviar correspondência, enquanto outros utilizam os diversos serviços oferecidos pelos correios na Índia, como abertura e acesso a pequenas contas de poupança. Kalita observa como eles realizam sua tarefa.

“Chegam muitos idosos que não conseguem nem preencher um formulário de depósito”, diz ela.

Quando ela os vê brigando, ela entra. Ela se aproxima e pergunta se eles querem um exame oftalmológico rápido. Nesse caso, ela os convida para um quiosque com uma placa acima que diz “faça um exame oftalmológico gratuito e óculos de qualidade aqui”. Depois que Kalita faz alguns testes simples em um livro espiral, ela consegue dizer se eles precisam de óculos de leitura. E se o fizerem, eles vão embora com um par solto.

Sangita Kalita, voluntária em exames oftalmológicos, ajuda clientes nos Correios de Ranja.

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A ideia deste modelo surgiu de uma parceria entre OMS e União Postal Universal ou UPU. “Com cerca de 680.000 estações de correios em todo o mundo, os serviços postais oferecem uma oportunidade única para chegar a áreas remotas e mal servidas”, explica o relatório.



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