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Ações de Mídia Disparam na Bolsa Após Projeções do JPMorgan para 2026

As ações de media stocks estão chamando a atenção dos investidores, especialmente quando consideramos que o americano médio agora passa mais de 13 horas por dia consumindo ou interagindo com alguma forma de mídia. Atualmente, o poder da indústria está consolidado em apenas um punhado de empresas, com gigantes como a Netflix contando com impressionantes 325 milhões de assinantes globais.

Além disso, o setor de mídia está prosperando, impulsionado pela migração dos consumidores para conteúdos over-the-top (OTT), tanto baseados em assinatura quanto suportados por anúncios. Em particular, o JPMorgan destacou recentemente sete performers excepcionais no setor de Mídia e Telecomunicações em sua mais recente lista de foco de analistas dos EUA. Portanto, nós acreditamos que essas media sector stocks representam oportunidades significativas para investidores atentos às transformações digitais e às projeções de crescimento até 2026.

JPMorgan projeta crescimento para ações de mídia até 2026

Em um relatório recente, o JPMorgan apresenta perspectivas otimistas para as media stocks até 2026, projetando valorizações entre 10% e 25% para ações globais. Particularmente no setor de mídia, o banco identificou empresas europeias com estratégias digitais consolidadas e integração de inteligência artificial como líderes potenciais.

O banco de Wall Street destacou quatro empresas europeias do setor que estão utilizando inovação tecnológica para impulsionar crescimento sustentável. Entre elas, a Universal Music Group teve suas projeções de crescimento de assinaturas elevadas de 10% para 13% até 2026, enquanto a RELX foi reconhecida como exclusivamente posicionada para aproveitar a IA generativa.

Além disso, a Publicis deve continuar superando seus concorrentes, com crescimento orgânico aproximado de 5,5% em 2025, contra -1,0% para competidores. Já a Pearson deverá entregar mais de 5% de crescimento orgânico no próximo ano.

Nos Estados Unidos, sete empresas de destaque aparecem na lista de foco de analistas do JPMorgan para o setor de Mídia e Telecomunicações, incluindo Alphabet, Amazon, AT&T, Digital Realty Trust, Sirius XM e T-Mobile. Essas companhias foram identificadas como principais ideias de investimento em estratégias de crescimento, renda e valor para o período.

Empresas de mídia que mais se valorizaram após o relatório

Após a divulgação do relatório do JPMorgan, algumas empresas do setor de mídia registraram valorizações expressivas. A Paramount Skydance destacou-se com um salto de mais de 40% em suas ações depois de fechar um acordo de BRL 44,65 bilhões para transmitir eventos do UFC. Este movimento estratégico garantirá a transmissão de 13 grandes eventos numerados do UFC e 30 Fight Nights no Paramount+ a partir de 2026.

Paralelamente, a Warner Bros. Discovery viu suas ações subirem mais de 10% quando anunciou uma possível venda. A empresa, formada pela fusão da WarnerMedia com a Discovery, possui um valor de mercado estimado em quase BRL 917 bilhões e detém franquias valiosas como Barbie, DC Comics e Harry Potter.

Já a Netflix quase dobrou seu valor de mercado em 12 meses, alcançando impressionantes BRL 1,59 trilhão, superando gigantes como Mastercard e ExxonMobil. Atualmente, suas ações são negociadas a 45 vezes o lucro estimado para os próximos 12 meses, o maior múltiplo desde 2021.

A fusão da Disney com o Fubo também impactou positivamente o mercado. A transação criou a segunda maior provedora de TV paga virtual nos EUA, com quase 6 milhões de assinantes, ficando atrás apenas do YouTube TV. Com esta operação, a Disney passou a deter 70% da nova empresa.

O que torna essas ações de mídia atrativas para investidores

Diversos fatores contribuem para o atual cenário positivo das ações de mídia no mercado financeiro. Primeiramente, a transformação tecnológica redefiniu o setor, com a tecnologia deixando de atuar apenas como suporte para se tornar central nas decisões corporativas. Essa evolução tecnológica promoveu uma diversificação de receitas, com mais de 50% dos ganhos atuais de empresas como O Globo associados a novos formatos digitais.

Além disso, a inteligência artificial está redesenhando o setor. Como destacado pela PwC, a IA assume papel cada vez mais importante no impulso aos setores de Entretenimento e Mídia, abrindo novos caminhos para produtividade e inovação criativa. Este avanço tecnológico permite personalização de conteúdo e criação de novas propostas de valor.

Outro atrativo é o crescimento consistente do mercado. No Brasil, projeta-se que a receita do setor atingirá R$237,76 bilhões em 2027, enquanto globalmente alcançará US$11,6 trilhões. Este desempenho supera o ritmo da economia brasileira, com investimentos em mídia via agências crescendo 9,07% entre janeiro e setembro de 2025, contra um PIB acumulado de 2,4% no mesmo período.

A propriedade intelectual também representa ativo valioso nestas empresas. Marcas como Nike chegam a representar 84% do valor total da companhia, tornando-se frequentemente o ativo principal das organizações do setor, permitindo licenciamentos, franquias e expansões globais.

Conclusão

Portanto, as ações do setor de mídia apresentam um cenário extremamente promissor para os próximos anos. Conforme demonstrado pelo JPMorgan, projeções de valorização entre 10% e 25% até 2026 refletem a força deste mercado, especialmente para empresas que abraçaram a transformação digital e a integração de inteligência artificial em suas estratégias.

A realidade atual do consumo de mídia, com americanos dedicando mais de 13 horas diárias a alguma forma de conteúdo, certamente sustenta estas projeções otimistas. Além disso, casos como a Paramount Skydance, com valorização superior a 40% após seu acordo para transmissão do UFC, evidenciam o potencial de crescimento acelerado no setor.

O futuro destas empresas parece ainda mais robusto quando consideramos a diversificação de receitas que vem ocorrendo. Atualmente, mais da metade dos ganhos de grandes grupos de mídia já provém de formatos digitais, tendência que deve se intensificar nos próximos anos. Paralelamente, o valor da propriedade intelectual consolida-se como ativo fundamental nestas organizações.

No Brasil, este movimento também se mostra sólido. Com previsão de receitas atingindo R$237,76 bilhões em 2027 e crescimento que supera o ritmo da economia nacional, o setor demonstra resiliência e capacidade de expansão mesmo em cenários econômicos desafiadores.

Sem dúvida, investidores atentos às transformações do setor de mídia encontrarão oportunidades significativas. A combinação entre novas tecnologias, conteúdo personalizado e propriedade intelectual valiosa cria um ambiente particularmente favorável para empresas que souberem navegar esta transição. Assim, as projeções do JPMorgan apenas confirmam o que o mercado já vinha sinalizando: o setor de mídia representa uma fronteira de investimento com potencial extraordinário para os próximos anos.