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EPA Quer Empresas Reutilizando Água para Resfriar Data Centers

Grandes data centers têm capacidade para usar até 5 milhões de galões de água por dia, o suficiente para atender as necessidades de água potável de 10.000 a 50.000 pessoas. Por essa razão, a EPA quer que empresas reutilizem água para resfriar data centers através do Plano de Ação para Reutilização de Água 2.0. De fato, a agência já garantiu parcerias com 200 empresas e outras entidades para avançar a reutilização de águas residuais, inclusive gigantes como Amazon, Google, Tyson Foods e PepsiCo. Neste artigo, vamos explorar por que data centers precisam reutilizar água, como a EPA water reuse fortalece recursos hídricos e as estratégias práticas para implementar a reutilização de águas residuais nas operações de resfriamento.

EPA Lança Plano de Ação para Reutilização de Água 2.0

Em 16 de abril de 2026, a EPA lançou o Plano de Ação para Reutilização de Água 2.0 sob a liderança do Administrador Lee Zeldin. Esta iniciativa renovada constrói sobre a estrutura estabelecida seis anos atrás pelo primeiro plano nacional para avançar a reutilização de água.

O WRAP 2.0 organiza-se em torno de três iniciativas de alto impacto: apoiar a reutilização para a indústria doméstica ressurgente, água para a revolução tecnológica dos EUA (incluindo fabricação de microchips e resfriamento de data centers), e liberar o domínio energético americano. A reutilização de água acelera a prosperidade americana ao reduzir custos e melhorar a previsibilidade da água como insumo para setores que impulsionam a economia, incluindo fabricações de microchips e data centers essenciais para tornar os EUA a capital mundial da inteligência artificial.

O plano não representa um mandato regulatório federal. A EPA e seus parceiros federais reconhecem que estados e líderes locais compreendem melhor seus recursos hídricos e necessidades. Além disso, as tecnologias avançadas usadas para reciclar água removem contaminantes de forma altamente eficaz, limpando até o nível molecular. Atualmente, 200 parceiros trabalham em 76 ações, expandindo significativamente o escopo original que incluía 37 ações estratégicas.

Por Que Data Centers Precisam Reutilizar Água

Atualmente, mais de 2.2 bilhões de pessoas não têm acesso a serviços de água potável gerenciados de forma segura. A ONU alerta que até 2050 cerca de 5 bilhões de pessoas poderão viver em regiões sob risco de escassez hídrica. Nesse cenário, data centers emergem como consumidores intensivos que precisam adotar epa water reuse para aliviar a pressão sobre recursos já limitados.

Os números globais impressionam. Data centers da China consumiram 15.7 bilhões de litros de água em 2022, representando 2.7% do total da água consumida no país naquele ano. A Agência Internacional de Energia aponta que o consumo global está em 560 bilhões de litros por ano e deve alcançar 1.2 trilhões de litros até 2030. A atividade de processamento gera muito calor, enquanto esses dispositivos são extremamente sensíveis à alta temperatura. O recurso hídrico aparece como principal estratégia de resfriamento para a maioria dessas estruturas.

No Brasil, a concentração de data centers em regiões já pressionadas agrava o problema. Dos 200 data centers em funcionamento, mais de 80 estão no eixo São Paulo-Campinas. As bacias hidrográficas do Alto-Tietê e PCJ viveram episódios de restrição de consumo nos últimos anos. Usar água potável para resfriar servidores torna-se inviável diante da escassez, obrigando empresas a considerar epa wastewater reuse como alternativa operacional.

Como Empresas Podem Implementar EPA Water Reuse

Vinte data centers da Amazon Web Services utilizam águas residuais purificadas em vez de água potável para resfriamento. A água reciclada passa por um processo de tratamento de três etapas que remove 99% das impurezas. Após circular pelo sistema de resfriamento, retorna à instalação de águas residuais para outra rodada de tratamento. A empresa opera esse processo em 16 data centers na Virgínia e instalações em Santa Clara, Califórnia.

O Google usa água recuperada e não potável em mais de 25% de seus campi de data centers, incluindo o condado de Douglas, na Geórgia. A Microsoft implementou água recuperada em data centers em San Jose, Califórnia, Quincy, Washington, Texas e Cingapura. A Apple utiliza um método de tratamento baseado em plantas com musgo esfagno natural compostável para melhorar a qualidade da água e realizar o resfriamento com menos produtos químicos, implementado em Reno, Nevada, Maiden, Carolina do Norte e Mesa, Arizona.

No Brasil, a Sabesp firmou contrato com data center em Barueri para fornecimento de 11 mil m³ mensais de água de reúso destinados ao sistema de resfriamento. A Digital Realty usa sistema de descalcificação eletrolítica em Cingapura que permite à água circular pelo sistema de resfriamento três vezes mais do que antes.

Conclusão

De fato, a reutilização de água representa uma necessidade urgente para data centers que consomem bilhões de litros anualmente. As 200 empresas parceiras da EPA demonstram que essa transição é viável e economicamente vantajosa. Gigantes como Amazon, Google e Microsoft já provaram a eficácia dos sistemas de tratamento e recirculação. Consequentemente, espero que mais empresas adotem essas práticas sustentáveis, especialmente considerando que 5 bilhões de pessoas enfrentarão escassez hídrica até 2050.