A senadora paraguaia, Celeste Amarilla, fez uma declaração racista contra o atacante da seleção francesa Kylian Mbappe depois que seu país perdeu na Copa do Mundo de 2026. A declaração de Amarilla recebeu duras críticas e condenações do público francês.
Relatado AFPTerça-feira (07/07/2026), Mbappé chamou um senador paraguaio de “vergonhoso” e “incapaz de ocupar o cargo” após abusar racialmente do capitão francês nas redes sociais. Declaração de Amarilla após a partida das oitavas de final da Copa do Mundo entre os dois países no último fim de semana.
A reação de Mbappe veio após Amarilla atacar o craque do Real Madrid, a França venceu a partida na Filadélfia, no sábado (4/7), partida cheia de tensão que a França venceu por 1 a 0.
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“Senhora Celeste Amarilla, você é uma mulher desprezível e não digna de sua posição”, escreveu Mbappé no X.
“Vocês não representam o Paraguai, um país que lutou com paixão e honra durante toda a competição”, sublinhou Mbappé.
“Devido à sua falta de consciência e ao racismo desenfreado, o mundo inteiro esqueceu a jornada e os esforços históricos da sua seleção nesta Copa do Mundo”, acrescentou.
Amarilla abusou racialmente de Mbappe e em outro post o chamou de “camaronês colonizado que realmente finge ser francês, amargo, novo rico, arrogante e feio”, e o acusou de estar “morrendo de medo” durante a partida.
Os comentários provocaram uma reação irada em França, com a ministra dos Desportos do país, Marina Ferrari, a descrevê-los como “nojentos, vergonhosos e ainda mais inaceitáveis por terem vindo de um político”.
Mbappé, cujo pai era camaronês antes de se estabelecer na França, marcou o único gol da partida de pênalti no segundo tempo. metade da partida, levando os Bleus às quartas-de-final nesta quinta-feira contra o Marrocos.
O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou os ataques racistas dirigidos ao capitão francês.
“O Presidente da República está ao lado de Kylian Mbappé e da seleção francesa face aos ataques racistas dirigidos ao capitão dos Bleus”, afirmou o Palácio do Eliseu.
O presidente paraguaio escreveu ao presidente francês para condenar os comentários, assim como o Ministério das Relações Exteriores do Paraguai, acrescentou Elysee.
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(rfs/rfs)



