Maeve Jinkings, Bárbara Colen e Márcio Vito, três dos melhores atores brasileiros de sua geração, vão estrelar “Mesopotâmia”.
A estreia do diretor Andy Malafaia, “Mesopotâmia”, é ambientada na Druzina Content, atrás de “Cinco Tipos de Medo”, vencedor de melhor filme no Gramado Fest e dirigido por Ashé, de Viola Davis, como produtor executivo.
Um thriller dramático de múltiplas camadas, “Mesopotâmia” talvez seja um dos projetos mais poderosos do BAM, com um elenco atraente e um drama ressonante.
Isto acontece em 1974, no Brasil rural sob uma ditadura militar, onde o delicado equilíbrio entre marido e mulher Jorge e Mariângela, enfrentando a desapropriação de suas terras para a construção de uma hidrelétrica, é ainda mais abalado pela intimidade inesperada entre Mariângela e a irmã de Jorge.
Jinkings, que estrelou “I’m Still Here”, de Walter Salles, estrelou “Neighborhood Sounds” e “Aquarius”, a estreia na competição de Cannes de 2012 e 2016 do diretor de “O Agente Secreto”, Kleber Mendonça Filho. Ela também dirigiu “Neon Bull”, a descoberta do diretor de “The Blue Road”, Gabriel Mascaro, e é atriz de Carolina Markowicz, outro dos diretores de ascensão mais rápida do Brasil, estrelando seu drama de 2022 “Charcoal” e 2023 “Toll”.
Colen também trabalhou em estreita colaboração com Mendonça, aparecendo em “Aquarius” e também estrelando o filme de ação “Bacurau” de 2019, codirigido por Mendonça e Juliano Dornelles. Seus créditos também incluem a ousada crítica social do thriller de fantasia de 2022 de Flávia Neves, “Fogaréu”, e o drama policial de 2025 de Bruno Bini, “Cinco Tipos de Medo”.
Ressaltando seu entusiasmo com o projeto, Colen disse: “‘Mesopotâmia’ é um daqueles projetos que me lembra porque faço cinema: um filme capaz de traduzir grandes transformações históricas através da intimidade, vulnerabilidade e humanidade de seus personagens. É uma alegria fazer parte desta equipe.”
Por sua vez, Vito se reencontra com Malafaia depois de trabalhar com o diretor em seu curta de 2015 “Eu gostaria de ser arrebatado, amordaçado e tatuado nas costas”. Seus trabalhos também incluem o drama psicossexual de 2022 de Júlia Murat e o vencedor do Leopardo de Ouro de Locarno “Rule 34”, bem como o drama político de 2018 de Flávia Castro “Unremember”; A peça de época de 2019 de Karim Aïnouz, “The Invisible Life”; e o aclamado drama familiar carioca de Pedro Freire, “Malu”, de 2024.
“Tendo trabalhado com Andy antes em um processo tão rico de invenção e descoberta, receber esse convite já foi uma alegria antes mesmo de ler o roteiro”, disse Vito. “Quando li, fiquei emocionado com uma história que renova minha fé no cinema e na arte de contar histórias.”
Para a CEO e produtora da Druzina Content, Luciana Druzina, o envolvimento de Jinkings, Colen e Vito coloca o projeto em outro patamar.
“A presença deles acrescenta um forte pedigree artístico e festivo à ‘Mesopotâmia’, fortalecendo a conexão do projeto com o cinema de autor brasileiro com alcance global”, disse ela.
“’Mesopotâmia’ é uma história profundamente brasileira com impressionante ressonância internacional”, acrescentou Druzina. “Através de apenas três personagens centrais e uma paisagem prestes a desaparecer, o filme fala de deslocamento, autoritarismo, violência sexual e apagamento da memória. O que mais nos comove é a capacidade de Andy Malafaia de transformar o trauma histórico em uma experiência cinematográfica íntima, sensual e emocionalmente devastadora.”
O projeto, que a Druzina Content apresenta no Mercado Audiovisual de Bogotá (BAM) desta semana, será lançado no próximo ano no Brasil, principalmente nas áreas rurais do interior do Rio de Janeiro que cultivam cana-de-açúcar.
A produtora de “Mesopotâmia” Luciana Druzina e o diretor Andy Malafaia
Cortesia de Druzine Content



