Nesta primavera, estive em Jerusalém relatando uma história sobre o andorinhão-comum. Esses pássaros com asas de foice nidificam aqui nas fendas do Muro das Lamentações e em outros santuários há milhares de anos.
Os fiéis se adaptaram à presença da alta velocidade, com orações misturadas ao canto dos pássaros. E os andorinhões se adaptaram à convivência com os humanos, criando seus filhotes em cantos e recantos de edifícios e outras estruturas.
Todos os anos, migram milhares de quilómetros para regressar à mesma cidade, vila ou aldeia onde se reúnem com os seus companheiros para nidificar. Havia dezenas de ninhos na Muralha Oeste este ano.
Desde que vejo e ouço os pássaros lá, noto-os em todos os lugares. E também noto a ausência deles – o céu vazio e silencioso onde deveriam estar. Este ano, em Israel, os ataques com mísseis iranianos perturbaram os locais de nidificação. E os andorinhões-comuns estão a diminuir em toda a Europa. As modernas técnicas de construção – arranha-céus de vidro liso e casas seladas – deixam-nos sem locais para aninhar-se.
Ajudá-los é simples – uma caixa de madeira, um tijolo oco. Quando fazem ninhos, os pássaros voam em grupos em alta velocidade, ao redor e ao redor dos edifícios, fazendo gritos tão agudos, altos e distintos que o comportamento é chamado de “festa dos gritos”. Eles fazem isso por vários motivos, mas um deles é para incentivar seus bebês a voar. Observá-los me trouxe uma alegria imensa.
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