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Disney aposta em lenda do streetwear para liderar produtos e revela novidade para portadores de passe

A Disney Consumer Products (DCP) está passando por uma reformulação significativa em sua abordagem criativa. Bobby Kim, figura icônica do cenário de streetwear de Los Angeles e cofundador da marca The Hundreds, foi nomeado o primeiro diretor criativo global da divisão. Conhecido por defender há mais de duas décadas que um produto nunca é apenas uma mercadoria, Kim traz para a gigante do entretenimento a filosofia de que camisetas e moletons são vetores de comunidade e emoção.

Essa movimentação sinaliza uma tentativa clara da Disney de injetar um espírito mais “indie” em suas operações. Tasia Filippatos, presidente da DCP, destacou a necessidade de ter talentos internos que forneçam “potência criativa”, visto que muitos consumidores hoje entram no ecossistema da empresa não pelos filmes, mas por colaborações de moda, jogos e experiências de varejo. O mandato de Kim é fluido e ambicioso: supervisionar equipes criativas globalmente, atuar como o rosto da divisão em semanas de moda e trazer novos colaboradores para redefinir como a propriedade intelectual da marca vive fora das telas.

Uma nova filosofia para o merchandising

A contratação de Kim formaliza experimentos que a Disney já vinha conduzindo pontualmente. Reportando-se a Marcus Rosie, chefe global de criação, Kim recebeu a missão de construir uma espécie de laboratório criativo. A equipe foi reforçada também com ex-executivos da Nike, Ron Faris e Lauren Gallo-Rodriguez, focados em inovação digital e marketing de influência.

Em sua primeira entrevista formal desde que assumiu o cargo — inicialmente como vice-presidente de criação em março de 2025 e agora elevado à direção global —, Kim falou sobre enfrentar problemas de imagem da marca e explorar o mercado vintage. Para ele, a lógica tradicional de Hollywood precisa ser revista. Em vez de o produto ser apenas uma consequência de um filme ou série de sucesso, ele acredita que o próprio item pode ser o início da narrativa. Ele cita como exemplo o Stitch, que transcendeu seu filme original de 2002, e o fenômeno Labubu, onde o produto veio antes da história. Segundo Kim, a escassez e o design podem transformar um simples moletom em símbolo de status.

Mimos exclusivos para os fãs nos parques

Enquanto a estratégia global de produtos passa por essa revolução nos bastidores, a Disney continua investindo em colecionáveis para manter sua base de fãs engajada nos parques. O Walt Disney World divulgou hoje uma prévia do próximo ímã exclusivo para os portadores do Passe Anual (Annual Pass), desta vez com a temática de Zootopia.

A imagem divulgada mostra silhuetas do que parecem ser personagens do filme dançando sob um globo de discoteca, com efeitos de iluminação em roxo e azul. A empresa manteve um tom de mistério no anúncio, brincando com a temática de investigação policial da animação: “Temos suspeitos não identificados na pista de dança. Tem algum palpite de quem poderia ser?”. As silhuetas sugerem fortemente a presença dos protagonistas Judy Hopps e Nick Wilde, entre outros animais.

Esses ímãs se tornaram itens de coleção cobiçados entre os frequentadores assíduos, com designs anteriores focados em atrações clássicas e celebrações sazonais. O item será gratuito para os portadores do passe, que precisarão apresentar uma credencial válida para retirá-lo assim que o lançamento oficial ocorrer. Por enquanto, a Disney ainda não confirmou a data exata em que o brinde estará disponível para retirada.